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Conteúdos > Processos > Daguerreótipo

Primeiro processo fotográfico que se tornou praticável e amplamente conhecido. Inventado por Daguerre, divulgado em 1839, foi utilizado em grande escala até finais da década de 1850, início de 1860, sobretudo em retrato.

Um Daguerreótipo é composto por uma placa de cobre revestida a prata, altamente polida e a imagem é formada por uma amálgama de mercúrio e prata (zonas mais claras), e por prata altamente polida (zonas mais escuras). A mesma imagem pode ser positiva ou negativa, conforme o ângulo de incidência da luz. Esta característica permite distinguir um daguerreótipo de um ferrótipo ou ambrótipo.

Cada daguerreótipo é uma imagem única, sem negativo. Inicialmente um Daguerreótipo era feito do seguinte modo: a chapa de cobre prateada era cuidadosamente polida e sensibilizada com vapores de iodo, formando-se na superfície iodeto de prata, sensível à luz. Era exposta numa máquina fotográfica durante longos minutos, depois revelada com vapores de mercúrio. O mercúrio combinava-se com a prata das zonas expostas, formando uma amálgama de cor esbranquiçada. O iodeto de prata não exposto era removido com hipossulfito de sódio. Depois de pronta a imagem era selada sob um vidro com fita de papel e goma-arábica.

O processo teve vários aperfeiçoamentos ao longo do tempo no sentido de aumentar a sensibilidade à luz. Alguns daguerreótipos eram coloridos à mão e conservados dentro de um estojo.

A superfície de um daguerreótipo é muito delicada, riscando-se facilmente. A imagem degrada-se rapidamente quando exposta ao ar devido à presença de agentes poluentes tais como o enxofre, devendo estar sempre protegida por um vidro e selada.

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