
Não é qualquer agrupamento ou conjunto de fotografias que se pode considerar uma coleção de fotografias. À noção de coleção preside um intuito, que lhe confere uma unidade, um significado próprio, difícil de encontrar num aglomerado de fotografias. Cada elemento que a integra faz parte de um todo, ganha sentido individual e colectivo precisamente através do conjunto. Uma coleção tem assim mais valor e detém mais informação do que a soma de cada uma das partes individualmente. É a esta noção de um todo orgânico que podemos chamar coleção.
A sua origem, em geral, advém de uma ação voluntária de colecionismo, bem como de ações mais involuntárias quanto ao intuito de coleccionar como o caso de fotógrafos ou estúdios, que acabam por reunir casualmente um conjunto coerente e interessante.
A observação de coleções de fotografia é interessante e rica de ensinamentos. A coleção de fotografia da Lupa engloba uma grande diversidade de técnicas contando a própria História da Fotografia. Esta diversidade de processos, com os seus diferentes materiais, cores, superfícies, formas de apresentação e deterioração, constitui um desafio e uma diária aprendizagem elevando a nossa capacidade de identificar, descrever, organizar e preservar.